terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Correios firme na liderança

O incremento da logística brasileira, impulsionada por investimentos do governo federal, deverá elevar a receita da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos...



O incremento da logística brasileira, impulsionada por investimentos do governo federal, deverá elevar a receita da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) em quase 10% no próximo ano, somando R$ 19 bilhões. Para alcançar tal meta, a  empresa vem investindo em  infraestrutura, o que inclui desde a compra de veículos e equipamentos para a área operacional até a modernização do parque tecnológico. “Nossa meta é fechar 2013 com investimentos em torno de R$ 600 milhões no total”, afirma Wagner Pinheiro de Oliveira, presidente da ECT. 

O mercado brasileiro de logística é concorrencial e disputado por centenas de empresas, inclusive gigantes multinacionais.  Assim sendo, o fato de a ECT, pela oitava vez, ser agraciada com o Prêmio DCI –Empresas Mais Admiradas, no quesito Logística, “serve de reconhecimento à liderança da empresa e confirma que estamos seguindo no caminho certo”,  assegura o executivo. 

Segundo Oliveira, a receita de logística integrada está dentro do mercado concorrencial, em expansão e com reflexos nos resultados dos Correios. “Em 2012, a logística integrada gerou cerca de R$ 400 milhões de receita, o equivalente a 3% do faturamento da empresa. Para este ano, a expectativa está em torno de R$ 500 milhões. Nosso objetivo é alcançar receitas de até R$ 10 bilhões no longo prazo e, para isso, passamos por mudanças como a diversificação de nossas atividades, com a adoção de uma atuação mais forte na área de logística integrada e a criação de uma área estratégica exclusiva, a vice-presidência de logística e encomendas”, informa o presidente da ECT. 

Em termos de logística, hoje, os Correios trabalham em conjunto com a Empresa de Planejamento e Logística (EPL), vinculada ao Ministério dos Transportes. A ideia é que a ECT exerça um papel indutor no desenvolvimento de empresas e negócios, por meio de plataformas logísticas que terão função complementar aos modais de transporte projetados pela EPL. Com relação ao mercado internacional, para iniciar a atuação no exterior a ECT firmou parceria com a Apex-Brasil e está se preparando para abrir o primeiro escritório de prospecção de negócios em Miami (EUA). “Muito embora não sejam exatamente parcerias, é importante lembrar que operadores postais de vários países têm nos procurado para apreender nossa experiência com o Exporta Fácil, serviço simplificado e já considerado referência mundial”, acrescenta Oliveira.

Outro exemplo de parceria bem-sucedida é a com a Netshoes, que detém outras 15 empresas de entrega. Nos centros de distribuição (CD) da empresa há postos avançados de atendimentos dos Correios, de onde os pedidos saem roteirizados para os caminhões e os aviões de carga. Além de reduzir o tempo de entrega, essa ação dribla a dificuldade logística, sem encarecer custo de frete e do produto para o consumidor. 

No ano passado, a ECT completou a meta de universalização dos serviços postais, chegando a todos os 5.565 municípios brasileiros. Lançou o  Sedex 12 e iniciou o rastreamento de encomendas em tempo real, com o uso de smartphones pelos  carteiros. “Além disso, lançamos o primeiro centro de digitalização de objetos postais, em Brasília, marco da  implantação do projeto de Correio Digital, que trabalha com a captação eletrônica de dados dos clientes para geração e entrega física de objetos postais”, explica o executivo, adiantando que para 2014 estão previstas a oferta de telefonia móvel virtual e a inauguração de centros operacionais em diversas regiões do Brasil.

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